BENEFÍCIOS DA BIOFILIA NAS ESCOLAS



Você sabe quais as maiores interferências nos processos de evolução de crianças e adolescentes dentro das escolas? Você tem ideia dos benefícios da biofilia e da neuroarquitetura em projetos de escolas? Sabe o porquê ensinar aos estudantes em salas de aula amplas, com grandes janelas e luz natural é melhor e produz mais rendimento que o ensino transmitido em salas apertadas e pouco iluminadas?

Pois é, um bom nível de aprendizagem vai além de bons professores, bom nível de material didático e engajamento dos alunos. Ambientes adequados, que contam com os estímulos sensoriais, são fundamentais para o aprendizado. O processo cognitivo e emocional para aprender e memorizar tem a ver com a receptividade cerebral ao ambiente onde este processo ocorre.

Toda a percepção dos ambientes gera uma reação emocional sutil ou abrupta, momentânea ou contínua. As crianças, principalmente, devem ter uma relação próxima com variados tipos de elementos naturais, pois elas possuem uma capacidade única de permanecer no momento presente e apreciar as sutilezas que os adultos nem sempre conseguem perceber.

O APRENDIZADO

A “Teoria do Desenvolvimento Cognitivo” nos mostra que crianças começam a notar sua independência em torno dos 7 anos de idade e, assim, observam com mais atenção seu mundo ao redor e o ambiente construído faz toda a diferença para elas. Já um estudo realizado no ensino fundamental e médio descobriu que 20 a 26% dos estudantes aprendiam mais rápido em espaços que com luz solar. Além disso, os resultados dos testes aumentavam de 5% a 14%. O mesmo estudo constatou que os resultados dos testes dos alunos caíram 17% ao aprender nas salas de aula sem exposição à luz natural.

Já existem estudos científicos amplos que analisaram a saúde de pessoas que passaram algum tempo nos espaços naturais e pessoas que não o fizeram. Os que tinham acesso a esses espaços apresentaram diminuição na pressão arterial, na frequência cardíaca e no estresse, enquanto o tempo do sono aumentou. Isto corrobora a fundamental e essencial necessidade das pessoas estarem em conexão com a natureza, e dentro do ambiente educacional as capacidades acadêmicas e de desempenho melhoram se os estudantes estiverem em contato com os elementos naturais.

Stephen Kellert, professor da Universidade de Yale – USA, líder no campo do design biofílico e autor de vários livros sobre o assunto, aponta três maneiras de experimentar a natureza no ambiente escolar construído. São eles:

– Experiência direta: luz natural, ar fresco, água e plantas;

– Experiência indireta: uso de materiais naturais, geometrias naturais e imagens da natureza, uso de cores adequadas, que simulam a natureza.

Nas fotos você pode ver alguns exemplos de edifícios escolares que incorporam princípios básicos da arquitetura e do design biofílico: melhor qualidade do ar (presença de plantas em sala de aula), melhor conforto acústico (materiais naturais como a madeira absorvem melhor os ruídos), melhor conforto térmico (plantas reduzem até 6°C na temperatura do ambiente, ajudam tb em problemas respiratórios com a redução de CO2), melhor iluminação natural (grandes janelas de vidro permitem a abertura das salas de aula para o mundo exterior, melhorando também a interação social).

BENEFÍCIOS DO USO DO DESIGN BIOFÍLICO

Temos que entender que a ambientação de espaços precisam promover o bem-estar, a qualidade de vida, e contribuir para o desenvolvimento pleno dos seres humanos, principalmente as crianças. As escolas não podem ser espaços limitantes e de controle, como já dizia o meu admirado filósofo Michel Foucault (1926-1984), elas devem ser locais de expansão do pensamento, de participação, de integração e de aceitação das diversidades, visando a construção de uma sociedade mais humana e justa.

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