“SUPERNATURE”: POR CIDADES QUE MELHOREM O BEM-ESTAR DE TODOS!



SUPERNATURE LABS se dedica a impedir a expansão urbana de forma descabida, como é feita hoje, tentando estabelecer um novo conceito de ocupação urbana, criando cidades que melhorem o bem-estar de todos os seres vivos.

Foi o que vi na palestra de ontem do DROR BENSHETRIT, durante a Semana de Design de São Paulo, e que me deu vontade de refletir e escrever um pouco mais sobre como estamos vivendo e como estamos tratando as nossas cidades, em especial a minha, Salvador – BA.

Dror Benshetrit

A proposta do design e arquiteto israelense, que vive em New York, é que nós precisamos fazer algo agora, fazer mudanças expressivas na forma de ocupação urbana para podermos garantir a sobrevivência de nossa civilização. Parece dramático demais, mas não é!

A nossa sociedade está doente, vem adoecendo há muito tempo, desde quando houve a desconexão de nossos antepassados com o que era orgânico e natural, desde quando nos tornamos reféns da indústria, desde quando as novas tecnologias foram nos distraindo de nossa essência enquanto seres biológicos, após a Revolução Industrial, nos oferecendo novidades que se faziam passar como boas escolhas, visando o consumismo e a perpetuação do poder econômico, sem qualquer consciência ecológica ou sanitária. Sim, nós acabamos muito envaidecidos pelo que estávamos conquistando e produzindo, foram muitas descobertas, que nos levaram a acreditar num caminho de desconexão, e a usar, irrefletidamente, muitos materiais inorgânicos, como o plástico, o vidro, o alumínio, os “alimentos” industrializados, etc., sem nem mesmo percebermos que tudo isto fazia muito mal a nossa saúde e a saúde do planeta, afinal todos estes compostos inorgânicos têm um longo tempo de decomposição na natureza e o seu uso compromete os recursos da terra.

Observo que não sou contra o desenvolvimento de novas tecnologias e nem gostaria que ficássemos estagnados, mas confesso que me assusta o rumo que as coisas tomaram. A comunicação e o marketing das empresas sugaram as mentes humanas distraídas e o pensamento há décadas vem sendo manipulado, deixando as pessoas cada vez mais dentro de bolhas de ignorância, sem perceberem, por exemplo, que comer margarina num café da manhã não reforça a fotografia de “uma família feliz”, pelo contrário, ela maltrata, ela adoece esta família, porque margarina não é comida, não nos nutre, não nos alimenta. E assim fizemos em diversas searas de nossas vidas, nos afastamos do que era natural, do que nos nutria enquanto parte integrante da natureza.

E cá estamos, 2020, em meio a uma pandemia, refém de um vírus, fruto do desequilíbrio do nosso ecossistema, e ainda assim, estamos a maioria sem perceber a necessidade urgente de mudanças em várias vertentes de nossas vidas.

Fico contente que também, na contrapartida do caos, tem muita gente pelo mundo com o olhar e com o pensamento voltados ao regaste da conexão do “homem” com todos os seres vivos, em prol de uma convivência mais harmônica e sustentável entre todos neste planetinha chamado TERRA. Tudo está conectado!

Esta tomada de consciência tem que ser um movimento numa direção de dentro para fora, primeiro precisamos nos reconhecer, tomar consciência de quem somos nós, qual a nossa essência enquanto indivíduos únicos e depois, já com a mente sã, perceber de como tratamos a nossa primeira morada, o nosso corpo, fazendo escolhas que nos beneficie e que não comprometa a nossa saúde física e emocional, e que tão pouco impacte na vida dos demais. Depois olhamos para nossa célula familiar, para nossa casa, tomamos consciência de como a construímos, de como nós a tratamos, de como ela reflete a nossa história, se cheia de afeto e personalidade, ou se é a réplica do que julgamos ser “pseudo-tentência”. Tudo isto são processos individuais, até aqui estamos na esfera privada, mas precisamos expandir a consciência, e vamos para a nossa comunidade. Como a impactamos? Percebemos que somos corresponsáveis por nosso condomínio, por nosso bairro, pelas vidas ao nosso redor? Contribuímos de alguma forma para a manutenção de nossa cidade? Elegemos os nossos legisladores municipais de forma consciente e inteligente? Exigimos coerência, responsabilidade e probidade de quem está em nosso nome no comando executivo de nossas cidades? Nos envolvemos com as decisões públicas de nossa “pólis”? Contribuímos e oferecemos as nossas “expertises” para melhorar a vida de onde vivemos? Ou você é daqueles que acha que participar de uma reunião de condomínio, ou de uma discussão política são umas chatices?

Não podemos exigir um bom plano diretor urbano se não entendemos melhor do que seja primordial para a vida das pessoas, ainda mais num país tão diverso como o nosso, numa cidade com tanta desigualdade como Salvador. Precisamos ser mais participativos, precisamos sair de nosso umbigo, porque as mudanças urgem! Somos todos responsáveis pelo bem-estar de todas as vidas, não só as nossas!

O que o arquiteto Dror defende, e que nós já realizamos, é que as formas como construímos nossas cidades até hoje não funcionaram. Definitivamente construir caixas de concreto e vidro em “grids” lineares não nos beneficia, não é natural, nos isolam, nos desconectam uns dos outros e de nossa essência biológica, fora que despende muito mais dos recursos naturais, porque nos faz até utilizar iluminação e ventilação artificiais, muitas vezes desnecessariamente. Viver em ambientes áridos de concreto, em apenas espaços pavimentados, em locais onde as edificações não têm suspiros verdes de vegetação, onde as casas são grudadas umas nas outras, como em nossas favelas, onde não há preocupação paisagística no ordenamento urbano, tudo isto acaba nos adoecendo, adoecendo toda uma sociedade.

Cidade do México

Cidade do México

SUPERNATURE

Dror, através do “SUPERNATURE LABS”, nos oferece uma saída, a linha da arquitetura integrativa que tanto eu defendo, a ocupação urbana integrada com a natureza da forma mais orgânica possível. Ele nos mostra como podemos aprender com a própria evolução de bilhões de anos da natureza e criar uma ocupação urbana mais “celular”, de forma mais orgânica, como se fosse a própria natureza se expandindo, enxergando as cidades como ecossistemas cheios de interconexões, que crescem, se adaptam, se regeneram, porque quando utilizamos a biomimética somos bem mais eficientes e beneficiamos todos os seres vivos. Ou seja, o melhor arquiteto que existe é a NATUREZA! Temos que pensar em construir as cidades como a natureza, com a natureza e em prol da harmonia da própria natureza, de todos os seres vivos.

Ordenamento mais orgânico

Fazendo um corte, olhando para a fotografia como é a cidade de Salvador hoje, me entristece muito, porque a maioria da população não tem este olhar e este comprometimento de transformação, de mudar para melhor a nossa cidade, para que os espaços construídos impactem positivamente no comportamento e na saúde das pessoas. Não à toa fui estudar a neuroarquitetura e o design biofílico, porque todas as correntes comportamentais e científicas mundiais já há tempos sinalizam a urgência da mudança. Correntes como “WELLNESS”, “HYGGE”, “IKIGAI”, nos mostram a importância do “essencialismo” e da “atemporalidade” das coisas. A ciência, com suas pesquisas neuro-científicas, nos ensina o quanto o ambiente construído impacta em nossa fisiologia, em nossa psique, e ainda assim os homens que detêm o poder de transformação insistem em atuarem de forma retrógrada, pouco comprometida com o futuro de nossa história enquanto sociedade.

Enquanto Dror Benshetrit, e outros profissionais da área, estão trabalhado de forma colaborativa, para desenvolver saídas mais sustentáveis para nosso planeta, aqui em Salvador assistimos centenas de árvores centenárias serem assassinadas, rio sendo tamponado, ecossistemas sendo destruídos, para implementação de um projeto ultrapassado de mobilidade urbana (#naoaoBRTsalvador), com milhares de toneladas de concreto destruindo os espaços verdes, poluindo visualmente a nossa cidade, sem qualquer garantia de melhora efetiva na vida dos usuários. Ainda, assistimos à construção de um Centro de Convenções totalmente desconexo com o seu entorno, um caixotão, uma verdadeira estufa, de uma pobreza estética que há tempos não víamos. São muitos os casos de falta de visão a longo prazo, de descuido com os ambientes públicos de nossa cidade. A única saída que temos é sermos mais participativos, seja nas decisões administrativas, seja na eleição de nossos gestores, fazendo melhores escolhas.

Estamos coincidentemente numa semana de decisão, numa semana de eleições, e você já sabe quem te representará nos poderes executivo e legislativo de sua cidade?

Pense, avalie, acredite que a VAIDADE e o EGO não são bem-vindos nesta tarefa de transformação que nossos espaços urbanos necessitam, nem por parte dos profissionais, como designers, arquitetos, engenheiros, e muito menos por parte dos políticos.

Acesse www.supernaturelabs.com e saiba mais sobre esta corrente.

“THIS IS US.
THIS IS WHERE WE LIVE.
WHERE WE WORK.
WHERE WE EAT…SLEEP…PLAY….GROW…MOVE.
STOP!
WHAT ARE WE DOING?
WE CAN’T KEEP BUILDING CITIES LIKE THIS!
WHAT IF THERE WAS ANOTHER WAY?
WE NEED MASSIVE CHANGE!”
___________________________________

ESTES SOMOS NÓS.
ESTE É O LUGAR ONDE VIVEMOS.
ONDE TRABALHAMOS.
ONDE COMEMOS … DORMIMOS…. BRINCAMOS …. CRESCEMOS … NOS MOVEMOS.
PARE!
O QUE ESTAMOS FAZENDO?
NÃO PODEMOS CONTINUAR CONSTRUINDO CIDADES ASSIM!
E SE HOUVER OUTRA MANEIRA DE FAZER ISTO?
PRECISAMOS DE MUDANÇAS ENORMES!

ASSITA O VÍDEO DO SUPERNATURE LABS CLICANDO AQUI.

 

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